Vou deixar que o meu amor explique a minha falta de atenção, o meu desequilíbrio, a minha impaciência, os meus voos altos, a minha enorme fé!
Disse a flor para o pequeno príncipe: é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas. (Antoine de Saint-Exupéry)
terça-feira, 6 de março de 2012
Há sempre outras coisas...
E se as coisas não saírem da forma como você desejou, não desista de outras coisas, de outros lugares, de outras pessoas. A vida é linda demais para que a gente desista depois de um primeiro não.
Ensina-me a voar!
E é normal essa vontade de querer ser leve, de querer sair por ai flutuando, olhar as coisas do alto, de não fazer parte dos problemas do chão, de não querer fazer parte da bagunça?! =D
Nosso começo, meio e fim.
Noites de domingo eram os dias de Missa, dia dos adolescentes passearam pela praça após a Missa, a praça se enchia de luz, de gente bonita e inteligente conversando, gente que era feliz de verdade.
E uma dessas noites bem romântica serviu de cenário para o nascimento do amor entre dois belos jovens, cheios de vida, que ali estavam... Foi amor a primeira vista, assim que passaram um pelo outro foi automático, os dois olharam para trás na tentativa de não se perderem de vista. Assim foi o primeiro encontro, para que eles se vissem novamente demorava mais um domingo, e mais um... Ela andava pela cidade procurando ver aquele rapaz, só ver, para ela era o suficiente.
Mas os dias passavam e demorou para que eles se vissem novamente, e foi numa festa da 8ª série da escola dela que eles se encontraram novamente, eles ficaram perto a noite quase toda, até que então ele pediu a ela para que dançassem, ela feliz aceitou e os dois dançaram a música mais romântica da festa. Depois de dançaram ela teve que ir para casa, pois já estava tarde.
Depois de um tempo passado, os dois se encontraram em uma outra festa, ele que vinha andando parou ao ver ela, cumprimentou ela e segurou sua mão, mas não sabia o que fazer, a amiga da moça em meio a situação juntou os dois e disse para que dançassem, eles dançaram e durante muito tempo não trocaram palavras, só olhares, longos, talvez não fosse preciso palavra alguma, o olhar deles falava tudo o que o outro queria dizer e ao mesmo tempo um entendia o olhar do outro, difícil explicar, mas era forte, muito forte, a presença um do outro era o suficiente.
Na pausa do show ele a levou a um lugar menos cheio e perguntou se ela aceitaria namorar com ele, ela surpresa disse que não o conhecia direito, e era verdade, ela não sabia o nome dele, só sabia que queria estar com ele. E eles ficaram juntos a festa toda, eles se entendiam muito bem, na mesma medida, era um para o outro a pessoa perfeita.
O tempo foi passando e os dois só se viam assim, nas noites de missa e em festinhas, por um bom tempo permaneceram assim, tinha vezes em que ele não encontrava ela e ficava louco a procurar, deixava recados com as amigas dela para que ela não deixasse de ir ver ele, falava o tempo todo nela, do quanto ela era especial e linda.
Ela nunca tinha amado alguém com tanta força e ele nunca tinha amado alguém dessa forma, o amor verdadeiro e natural é difícil explicar, porque é forte, destemido, mas aconteceu em uma época da vida em que os dois ainda são imaturos, tudo ao exterior interfere e mudar de cidade muda tudo quando o amor ainda é criança.
Hoje ela é praticamente a mesma menina daquela época, um pouco mais decidida e crescida. Ele mudou muito, de um rapaz tímido um homem feito, com personalidade forte, mas com o mesmo olhar. Eles ainda tem aquela coisa de se comunicarem com os olhos, embora tudo tenha mudado o amor deles continua igual, a vida levou eles a caminhos diferentes e de vez enquanto o destino faz com que eles se encontrem, sempre que isso acontece eles se abraçam de um jeito que só eles sabem, eles conversam, falam sobre suas vidas e se despedem. O amor entre os dois ainda existe, mas nas suas vidas já existem outras pessoas, outras coisas, outros lugares... Mesmo assim eles se declaram, ele diz a ela que ela foi a garota que ele mais gostou na vida e ela diz que o amor que sente por ele, nada no mundo vai tirar... E cada um volta para a sua vida, de dias normais, ao lado de novas pessoas e de vez enquanto o pensando viaja na grande felicidade que tiveram, não é todo mundo que tem a chance de encontrar com o grande amor de sua vida, mesmo que seja para dizer apenas um OI depois de muitos anos...
domingo, 4 de março de 2012
Malabarista
Não consegui absolutamente nada do que queria, tudo se desviou por outros caminhos, foi tão rápido que não pude evitar o tombo, machuquei meu rosto e também um pedacinho do coração. Como malabarista de Circo fui aprendendo a me manter em pé sem perder a elegância, estava a um ponto que não podia me dar ao luxo de perder mais nada.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Atravessei, atravesso!
O dia nascer e a noite invadir o dia, permaneceu por muito tempo sem importância para mim.
Diante de todos os percalços, sobrevivi aos dias e às noites longas, tive que encarar monstros horríveis que jamais imaginava ter forças para derrotar.
Contei as horas de dias que pareciam infinitos.
Fui a festas só por ir, dancei por dançar, muitas vezes nem ouvia a música e já desistindo da noite ia para casa com os pés doídos de manter meu corpo em pé durante tanto tempo. Depois de ter passado muito tempo assim, indo a lugares por ir, peregrinando um caminho certo para mim, pude então perceber o meu tamanho crescido.
Resgatei meus sonhos que havia deixado para trás e com toda força que me sobrou, fui reerguendo minhas bases, tomando posse de mim, estava forte e muito mais feliz, quando dei conta já tinha voltado a ser aquela mesma menina alegre de antes.
Foi incrível a forma como as coisas foram se ajeitando, cada pedaço de mim que havia deixado para trás foi voltando, se encaixando novamente em minha vida.
Junto com a nova bagagem, aproveitei para mudar a cor do cabelo, meus bons amigos permaneceram comigo e outros de longe sentiram a vibe positiva e vieram para animar ainda mais os meus dias.
Hoje posso dizer que estou bem melhor, cheia de coisas novas e muitas oportunidades, descobri que quem me trazem elas sou só eu mesma, e se elas dependerem de eu estar bem para que chegue, pois que venha!
Se antes eu já não era fácil, agora que estou loira, gostosa e com minha fé renovada é que fiquei quase incontrolável! E quem me perguntar se minha travessia foi boa, vou dizer que não, porque sofrimento não é bom, vou dizer que é necessário, que foi necessário e que nem as rosas convivem apenas com rosas e nem por isso deixam de ser lindas, delicadas e perfumadas!
(Dedico a Sheyla Porto)
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